A mineração de criptomoedas é o processo digital fundamental que valida transações em uma rede blockchain e emite novos ativos de forma segura e descentralizada. Em 2026, essa atividade deixou de ser apenas uma “corrida por hardware” para se tornar uma indústria estratégica de infraestrutura global.
Como Funciona o Processo (PoW)
No modelo clássico de Proof of Work (PoW), como o do Bitcoin, mineradores utilizam computadores de alto desempenho para resolver problemas matemáticos complexos.
- Validação: O primeiro a encontrar a solução (função hash) tem o direito de adicionar um novo bloco à blockchain.
- Recompensa: Como incentivo, o minerador recebe novas moedas e as taxas das transações incluídas no bloco.
- Dificuldade: Em janeiro de 2026, a dificuldade de mineração do Bitcoin ajustou-se para cerca de 146,4 trilhões, refletindo uma competição global intensificada.
Mineração vs. Staking: A Evolução do Consenso
Muitas redes, como o Ethereum, migraram para o Proof of Stake (PoS), onde a “mineração” é substituída pelo Staking.
- Staking (PoS): Em vez de hardware caro, os participantes “bloqueiam” suas moedas na rede para se tornarem validadores.
- Sustentabilidade: Esse modelo reduz o consumo de energia em mais de 99%, tornando-se o padrão para “criptomoedas verdes”.
O Cenário da Mineração em 2026
O setor alcançou um nível de maturidade onde a eficiência e a governança são diferenciais competitivos.
- Energia Renovável: Mineradoras estão se transformando em estabilizadoras de redes elétricas, utilizando excedentes de energia eólica e solar.
- Brasil como Polo: O país tornou-se um destino atrativo para grandes operações devido a isenções fiscais para data centers e abundância de energia renovável.
- Hardware Especializado: Para moedas como o Bitcoin, o uso de ASICs (circuitos integrados específicos) é obrigatório, pois computadores comuns não possuem potência suficiente.









